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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O ponto de Mutação e o Deus claustrofóbico

(...)

Não se engane: Deus é claustrofóbico! Não pode ser aprisionado, domesticado, sistematizado ou deixar-se neurotizar por qualquer demanda humana, para atender ditames religiosos com vistas a aquiescer ou endossar decisões de grupos, estejam eles munidos ou não de “bons propósitos”.


Ele Não pode ser enclausurado num templo, não tem compromisso com métodos, estratégias, estruturas, nem se associa a denominações. Não investe em “ministérios”, não se torna membro de igrejas, e nem mesmo se responsabiliza por aquilo que sai da boca de seus profetas. Além do mais, não se ocupa de cultos performáticos, não se impressiona com milagres forjados, não se associa a auditórios catárticos, não se dobra a coisa alguma, pois, sendo Senhor e Soberano, só faz aquilo que deseja. Por isso, é impossível “conectá-lo” a este ou aquele grupo, pois Ele, simplesmente, age onde quer, usa quem quer, e faz isto da maneira como bem entende.
 
(...)
 
Eu não tenho dúvidas em afirmar que a igreja, hoje, está diante do “ponto de mutação”! Nossas estruturas estão exauridas, sofrendo de infecção generalizada. A morte da instituição é algo iminente! Talvez em 2 ou 3 séculos tudo esteja em ruínas. Ou realizamos transformações sérias, ou ficamos na retórica, nos retoques, nas “reformas”, nas mudanças epidérmicas, nos simulacros, nas aparências, no verniz ético, nas exterioridades e conformismos. Que morra a instituição, se tiver de morrer! Mas que sobreviva a Igreja de Jesus Cristo, aquela que está destinada a viver para sempre com Ele.


Eu não tenho “peso” para conclamar mudanças. Mas você que me lê – apóstolo, arcebispo, bispo, líder, presidente de denominação, ou seja lá o que for – saiba, é urgente a necessidade de repensarmos não só o sistema eclesiológico no qual estamos inseridos, mas sobretudo a mensagem que estamos pregando – forma e conteúdo. Sem isto, viveremos em igrejas cheias de pessoa vazias, comunidades sonâmbulas, “com muito movimento e pouca consciência”.

Por mim, quem quiser que pregue heresias. Jesus disse que Suas ovelhas ouviriam a Sua voz. Se estivéssemos fazendo diferença no mundo, com frutos de justiça, todo simulacro religioso seria estelionato visível a olhos nus, e qualquer pessoa, por mais tola que fosse, iria imediatamente discernir. Não quero eliminar o ministério profético, desejo apenas redirecioná-lo.

Está mais do que na hora de voltarmos à simplicidade da mensagem do Galileu, pois só ela é capaz de atingir as massas esgotadas pelo capitalismo selvagem, esmagadas pela cultura da imagem, pela ética dos descartáveis. Estamos diante de homens e mulheres áridos de alma, desprovidos de significados e propósitos existenciais. Eles possuem olhos opacos, mentes embotadas, corações petrificados, mas, creia-me, é gente desejosa de ter uma experiência com o sagrado, transcender, gente sedenta de desenvolver uma espiritualidade sustentável, proativa, instigante, consistente, que materialize no chão da vida novos valores e verdades.

Do jeito que a coisa está, toda proposição vira apenas disputa filosófica. Na Grécia antiga, era comum o cidadão ir a Ágora – uma espécie de praça pública – para assistir aos embates entre os sábios. Houve um tempo em que estes debates eram feitos pelos Sofistas, mestres itinerantes, tidos por muitos como mercenários. O Sofista utilizava-se da argumentação lógica para atingir o seu objetivo, que era vencer o adversário através de suas proposições, e isto independente de ser ou não verdade aquilo que proferia.

Deus nos poupe de cairmos nesta falácia! Encalhar no mar das argumentações, das acusações, perdendo tempo com disputas teológicas, analisando modelos eclesiológicos falidos, presos a eterna verborragia retórica, e assim, esquecermo-nos do principal, das pessoas, de suas dores e dramas.

Neste tipo de disputa, todo mundo perde, e o “espetáculo” fica triste e trágico. Na melhor das hipóteses, o que iremos assistir será, de um lado, com viola e pandeiro na mão, os “novos evangélicos” cantarolando: “ado, ado, ado, cada um no seu quadrado” e, do outro lado do “corner”, equipados com seus trios elétricos e muita “pirotecnia gospel”, os neopentecostais replicando: “tô nem aí, tô nem aí, pode ficar no seu mundinho eu não tô nem aí”. Quem viver, verá!
 
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Trecho do texto de Carlos Moreira que li no Genizah, mas o site oficial é esse aqui.
 

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O Baile de Máscaras

"Hoje a caminho de casa me entristeci pelo que anda acontecendo comigo e com todo mundo o tempo todo.


Às vezes acho que perdemos a noção da eternidade dentro de nós, vivemos somente no agora como se os dias fossem feitos de atos neutros em relação a tudo e a todos.

Importamos-nos apenas com nosso bem estar, lidando com Deus como se Ele pudesse ser reciclado em novos formatos de acordo com o que nos agrada.

Talvez, por que nos foi ensinado recentemente que o mais importante é sermos nós mesmos, e que Deus tudo entende. E isso não está errado, mas o que ocorre talvez seja o que ocorreu no Iluminismo, o homem tirando Deus do centro e tomando seu lugar, num culto a própria inteligência e, no caso atual, ao prazer. Veja bem! Tudo tem seu lado bom e ruim. Mas é preciso equilíbrio, e acho que isso nos falta. A linha é fina.

Sim, de fato é importante sermos quem somos. O Pai mesmo no deu essa liberdade de nos expressar livremente diante Dele; mas me parece que esquecemos quem Ele é. Deus!

Ele continua sendo onipotente, onipresente e onisciente; continua sendo digno de respeito, de que nos importemos com sua opinião, continua sendo o sábio que dá bons conselhos. Ele ainda é o Pai que tem autoridade e que devemos baixar a crista de nossa rebelde postura mimada ao lhe falar e obedecer. Deveríamos ser “adultos”, filhos maduros ao invés de eternos adolescentes.

Ele ainda é e sempre será um Deus que persiste em nos amar sim, mas que também não é mal resolvido a ponto de ficar mendigando nosso afeto, como se precisasse nos adular pra conseguir algo, não somos nós que fazemos Dele quem Ele é. Ele é o EU SOU e pronto. Continua a nos amar e ajuda quem permite que Ele assim o faça, Ele nos dá o direito da escolha; permanecendo o mesmo, estando nós longe ou perto.

Mas e nós? Quem nos tornamos longe da Sua presença? Será que permanecemos admiráveis? Será que nos tornamos pessoas melhores quando nos fechamos em nosso orgulho e independência e nos privamos de pedir ajuda?

Aonde queremos chegar com tantas mascaras? Quando deixaremos de oprimir a nós mesmos com tanta arrogância? O que esta acontecendo com o que tomamos como referencia pra respaldar nossos atos? Porque invertemos tanto, porque essas escolhas, aonde queremos chegar?

Parece que agora o mais importante é ser inconstante, é ser cada vez mais camuflado em si mesmo e reprimir a verdade, é rejeitar o que é bom e engolir o que não presta.

Até quando? Até quando nossas vidas serão movidas a base de sorrisos amarelos, roupas do momento, grupinhos de “todo mundo faz” e o bom é não parecer cristão?

Agora Cristo virou algo ruim?! Desde quando?! Porque até onde eu sei, ser cristão é ser como Ele, que tem a vida semelhante à Dele, que O faz ser lembrado através da maneira pela qual vivemos, é ser um pequeno cristo. E que mal há em ser reconhecido como tal? Porque rejeitamos tanto isso? Envolvemos Ele na nossa roupa suja, como parte das nossas impurezas, como se Ele não fosse alvo como a neve, como se fosse algo e alguém do qual devêssemos nos envergonhar…aff!

Eu posso estar errada, mas talvez seja hora de parar, e me incluo nisso, parar de lançar alicerces falsos e flutuantes travestidos de barata e rasa “plenitude” nas rodas de nossas vãs discussões pela vida a fora, onde lutamos pra proteger a ilusória idéia do nosso “mundinho perfeito” e do que pensam de nós ao invés do que realmente sentimos e do que realmente somos.

Que tenhamos a coragem de enfrentar nossos medos, nos libertar da escravidão de certos pensamentos, que superemos as artificiais relações e não temamos a profundidade, que não fujamos do encontro com o espelho, da descoberta, da intimidade. Que decidamos nos aproximar do que é real e busquemos humildemente a Verdade, e Esse por sua vez nos libertará enquanto Se faz caminho aos nossos pés cansados e feridos pela distancia imposta pelo orgulho e dureza de nossos corações e que da morte do que pra trás fica Nos gere vida, e essa… Eterna…, porque não devemos nos esquecer, é para a eternidade é que fomos feitos.


Leane Barros no site da SEXXXCHURCH"

domingo, 25 de julho de 2010

Não tenho fé para isso.

"Johnny, com 16 anos de idade, desceu de seu quarto e correu para a cozinha atrás de uma tigela de seu cereal favorito: Alpha Bits, aqueles flocos de cereal com o formato de letras do alfabeto. Quando chegou à mesa, foi surpreendido por ver que a caixa do cereal estava aberta, o conteúdo fora derramado e as letras formavam a mensagem LEVE O LIXO PARA FORA — MAMÃE em sua tigela.


Lembrando-se de uma recente aula de biologia do ensino médio, Johnny não atribuiu a mensagem à sua mãe. Além do mais, ele aprendeu que a vida em si é meramente um produto do acaso, das leis naturais. Se era esse o caso, pensou Johnny, por que não seria possível que uma simples mensagem como "Leve o lixo para fora — Mamãe" não fosse o produto do acaso e das leis naturais também? Talvez o gato tivesse derrubado a caixa ou um terremoto tivesse chacoalhado a casa. Não fazia sentido chegar a qualquer conclusão. Johnny não queria levar o lixo para fora de jeito nenhum. Ele não tinha tempo para as tarefas da casa. Estava em suas férias de verão e queria ir para a praia. Mary estaria lá.

Uma vez que Mary era a garota de quem Scott também gostava, Johnny queria chegar à praia mais cedo para surpreender Scott. Mas quando Johnny chegou, viu Mary e Scott caminhando de mãos dadas pela praia. Enquanto os seguia a distância, olhou para baixo e viu um coração desenhado na areia com as palavras "Mary ama Scott" rabiscadas no meio. Por um momento, Johnny sentiu seu coração afundar. Mas as lembranças de sua aula de biologia o resgataram do desespero profundo. "Talvez este seja um outro caso das leis naturais em funcionamento!", pensou. "Talvez os caranguejos ou um padrão incomum de ondas tenha simplesmente produzido esta nota amorosa naturalmente." Não havia sentido em aceitar uma conclusão da qual ele não gostava! Johnny simplesmente teria de ignorar a comprovação inequívoca das mãos unidas.

Confortado pelo fato de que os princípios aprendidos na aula de biologia poderiam ajudá-lo a evitar as conclusões das quais não gostava, Johnny decidiu deitar-se por alguns instantes e pegar um pouco de sol. Ao colocar a cabeça sobre a toalha, notou uma mensagem nas nuvens: "Beba Coca-Cola", diziam letras brancas e fofas em contraste com o fundo azul do céu. "Seria uma formação incomum das nuvens?", pensou Johnny. "Turbulência dos ventos, talvez?"

Não, Johnny não poderia mais continuar jogando o jogo da negação. "Beba Coca-Cola” era uma coisa real. Uma mensagem como essa era um sinal seguro de inteligência. Não poderia ser o resultado de forças naturais porque jamais se observou forças naturais criando mensagens. Embora ele não tenha visto o avião, Johnny sabia que recentemente havia passado por ali alguém com capacidade de escrever aquelas letras no céu. Além do mais, queria acreditar nessa mensagem: o sol quente o havia deixado com sede, e ele queria tomar o refrigerante.

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(VIDA SIMPLES? ISSO NÃO EXISTE!)

É desonestidade ou estar propositadamente cego para sugerir que mensagens como "Leve o lixo para fora — Mamãe" e "Mary ama Scott" são obra de leis naturais. Contudo, essas conclusões são perfeitamente compatíveis com os princípios ensinados na maioria das aulas de biologia do nível médio e das universidades hoje em dia. É nesses lugares que os biólogos naturalistas afirmam dogmaticamente que mensagens muito mais complicadas são os descuidados produtos de leis naturais. Eles fazem essa afirmação na tentativa de explicar a origem da vida.

Os biólogos naturalistas afirmam que a vida é gerada espontaneamente pelas leis naturais com base em elementos químicos inanimados, sem nenhuma intervenção inteligente. Essa teoria pode ter parecido plausível para cientistas do século XIX que não tinham a tecnologia para investigar as células e descobrir sua tão impressionante complexidade. Mas, hoje em dia, essa teoria naturalista ataca frontalmente tudo o que sabemos sobre as leis naturais e os sistemas biológicos.

Desde a década de 1950, o avanço da tecnologia tem capacitado os cientistas a descobrirem um pequeno mundo de impressionante projeto e espantosa complexidade. Ao mesmo tempo que os nossos telescópios estão vendo muito mais longe no espaço, nossos microscópios estão olhando cada vez mais fundo nos componentes da vida. Enquanto as nossas observações espaciais estão se rendendo ao princípio antrópico da física, nossas observações da vida estão cedendo ao impressionante princípio antrópico da biologia.

Para demonstrar o que queremos dizer, vamos considerar a assim chamada vida "simples" — um animal unicelular conhecido como ameba. Os naturalistas evolucionistas afirmam que essa ameba uni celular (ou alguma coisa semelhante a ela) se formou por meio de geração espontânea (i.e., sem intervenção inteligente) num pequeno lago aquecido em algum lugar da Terra, quando ela ainda estava em seus primórdios. De acordo com sua teoria, toda a vida biológica evoluiu baseando-se nessa ameba inicial, sem nenhum tipo de orientação inteligente. Naturalmente, esta é a teoria da macroevolução: do infantil para o réptil e do réptil para o gentio; ou do angu até tu, passando pelo zoológico.

Aqueles que acreditam nessa teoria da origem da vida são chamados de muitos nomes: naturalistas, evolucionistas, materialistas, humanistas, ateus ou darwinistas (vamos nos referir àqueles que acreditam na teoria evolucionista atéia como darwinistas ou ateus. Isso não inclui aqueles que acreditam na evolução teísta — isto é, que a evolução foi criada por Deus). Independentemente da maneira pela qual chamamos aqueles que acreditam nessa teoria, o ponto principal para nós é este: "Sua teoria é verdadeira?". Parece-nos que não.

Esqueça as afirmações darwinistas de que os homens descendem dos macacos ou que os pássaros evoluíram dos répteis. O problema principal para os darwinistas não é explicar de que maneira todas as formas de vida estão relacionadas O problema principal para os darwinistas é explicar a origem da primeira vida. Para que a macroevolução naturalista seja verdade, a primeira vida precisa ter sido gerada espontaneamente com base em elementos químicos inanimados. Infelizmente, para os darwinistas, a primeira vida — na verdade, qualquer forma de vida — não é de forma alguma "simples". Isso ficou muitíssimo claro em 1953, quando ]ames Watson e Francis Crick descobriram o DNA, a química que codifica instruções para a construção e a replicação de todas as coisas vivas.

O DNA tem uma estrutura em forma de hélice que se parece como uma escada torcida. Os lados da escada são formados por desoxirribose e fosfato, e os degraus da escada consistem em ordens específicas de quatro bases de nitrogênio. Essas bases de nitrogênio recebem o nome de adenina, timina, citosina e guanina, comumente representadas respectivamente pelas letras A, T, C e G. Essas letras compõem o que é conhecido como o alfabeto genético de quatro letras. Esse alfabeto é idêntico ao alfabeto ocidental em termos de sua habilidade de comunicar uma mensagem, exceto pelo fato de que o alfabeto genético tem apenas quatro letras, em vez das 26 que conhecemos no alfabeto ocidental. Assim como uma ordem específica das letras numa frase transmite uma mensagem singular, a ordem específica de A, T, C e G dentro de uma célula viva determina uma composição genética singular daquela entidade viva. Outro nome para essa mensagem ou informação, quer esteja numa frase quer no DNA, é "complexidade específica". Em outras palavras, ela não é apenas complexa, mas também contém uma mensagem específica.

A incrível complexidade específica da vida torna-se óbvia quando alguém considera a mensagem encontrada no DNA de uma pequena ameba unicelular (uma criatura tão pequena que centenas delas poderiam ser colocadas uma ao lado da outra num espaço de 1 centímetro). Richard Dawkins, cientista darwinista convicto e professor de zoologia na Universidade de Oxford, admite que a mensagem encontrada apenas no núcleo de uma pequena ameba é maior do que os 30 volumes combinados da Enciclopédia Britânica, e a ameba inteira tem tanta informação em seu DNA quanto mil conjuntos completos da mesma enciclopédia! Em outras palavras, se você fosse ler todos os A, T, C e G na injustamente chamada ameba 'primitiva' (como Darwin a descreve), as letras encheriam mil conjuntos completos de uma enciclopédia!

Precisamos enfatizar que essas mil enciclopédias não consistem em letras aleatórias, mas em letras numa ordem muito específica — tal como as enciclopédias reais. Portanto, aqui está a principal pergunta para os darwinistas como Dawkins: mensagens simples como "Leve o lixo para fora — Mamãe", "Mary ama Scott" e "Beba Coca-Cola" exigem um ser inteligente, então por que a mensagem dessas mil enciclopédias não exigiria um também? "

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Do livro: Não tenho fé suficiente para ser ateu - Norman Geisler e Frank Turek.

Beijinhos e orações

terça-feira, 20 de julho de 2010

Vem me socorrer





Não tenho um tom
Não tenho palavras
Não tenho acorde que me socorra agora
Tudo foi embora
Só tenho Você

Havia um silêncio
Que mostrou os meus vícios
Me agarro contigo
Vem, me socorra agora
Tudo foi embora
Só tenho Você, Amor
Agora

E essa não é mais uma canção de amor

Eu canto pra Ti
Sei onde estou
Olhando pra mim posso saber
Que nada sou

Eu grito pra Ti, oh Deus
Vem me socorrer
Olhando pra mim posso saber
Que nada posso fazer

(Palavrantiga)
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Para mim são 10:18 da manhã e acordei hoje com um humor um tanto peculiar.
 
Está acontecendo na Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro (sim, estou falando da minha igreja) uma semana especial que é a Semana da Juventude.
E para vocês me verem escrevendo sobre um evento na minha igreja é porque isso me tocou muito.
Começou no Domingo com um pastor muito amado meu (Rev. Cid) e me tocou muito, mas ontem Deus estava brincando com minha cara. É serio, Deus gosta de fazer esse tipo de coisa. Eu já estava meio pasma porque me falaram que o vocalista (Marcos Almeida) do Palavrantiga estaria lá e eu sempre quis ouvir ao vivo, além do que dois integrantes da Banda Crombie também estavam lá e juntos fizeram um louvor meio que extremamente excepcional.Eles tocaram uma música chamada 'Pensei' que é bizarramente poética e de inspiração de Deus. Para piorar minha cara, eu ouvi uma mensagem de uma hora com o Pastor e missionário no Haiti (Mário Henrique) que possuia um selo divino escrito "Para você". A mensagem falava sobre os intervalos na nossa vida, que nós temos esperar caminhando, com fundamento e discernimento. Terminou ainda com uma oração tocando no fundo "Esperar é caminhar". Tudo o que eu precisava ouvir. Estou até agora processando a importância daquela mensagem.
 
Mas acredite, eu não estou falando isso porque quero contar meu dia feliz. Eu quero dizer que você não deve ignorar a oportunidade de Deus de falar contigo. Eu estava com o pé atras porque eu não conhecia o pastor. Eu não sabia que o Marcos iria cantar. E Deus fez uma surpresa.
 
Se você for do Rio de Janeiro, vá na Semana da Juventude. Os preletores que vão falar nos próximos dias são mais que ótimos.
Daqui em diante:
Terça: Missionário Marco Vinicio (MV do Jovens da Verdade)
Quarta: Rev. Ariovaldo Ramos
Quinta: Rev. Hernandes Dias Lopes
Sexta: João Alexandre
Sábado: Rev. Jasiel Botelho
 
O endereço para os interessados:
Rua Silva Jardim, 23 - Centro - RJ
Todos os dias as 19:30
 
E se você não for do Rio, não tem problema, passarão todos os cultos pela internet AO VIVO. Clique Aqui as 19:30 e você verá que eu não estou sendo apenas uma garota propaganda.
 
Beijinhos e orações.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Aproveite seu lugar em Minha história

”A experiência é tão lenta que você poderia facilmente chegar a acreditar que a vida não é tão importante assim, que ela não é incrível. O que estou dizendo é que acho a vida incrível, e nós simplesmente nos acomodamos com ela. Todos somos como crianças mimadas que não nos impressionamos mais com os presentes que recebemos – é só mais um pôr do sol, só mais uma pancada de chuva sobre os montes, só mais uma criança nascendo, só mais um enterro. [...] Se tenho uma esperança é a de que Deus ficou sentado no vazio escuro e escreveu-nos, você e eu, especificamente na história, e colocou-nos com o pôr do sol e a pancada de chuva como se estivesse dizendo: “Aproveite seu lugar em Minha história. A beleza dela significa que você é importante e pode ser criador dentro dela, assim como Eu o criei.”

Donald Miller - “Um milhão de quilômetros em mil anos”

domingo, 9 de maio de 2010

Uma mensagem (furiosa) de Deus para hoje

"O desejo secreto do homem, ao longo dos séculos, sempre foi o de superar Deus. Essa insanidade teológica tem se alastrado no século XXI com uma intensidade assustadora. O grande anseio do homem de hoje é banir Deus, destituí-lo de sua majestade, tomar seu lugar, arrasá-lo, ferí-lo mortalmente, envergonhá-lo. Esses são, cruelmente, os verdadeiros sonhos do homem contemporâneo em relação a Deus. Que o diga Saramago, Elton John, Richard Dawkins. O Deus de amor recebe em troca ódio, indiferença, inveja.


A demonização do homem chega a tal nível que já não é disfarçada sob as antigas máscaras da fuga, tais como: ateísmo, satanismo e outros tantos "ismos". Hoje, os ditos "evangélicos" demonstram aberta e descaradamente seus tórridos desejos de dominação. Ocultos sob o manto de "evangélicos" (nome que, cada vez mais, rejeito) um número absurdo de pessoas ousa demitir Deus, tratá-lo como um serviçal inútil, como máquina de satisfação de manias infantis.

Sinto uma vergonha terrível quando leio, ouço - ou pior - assisto as bizarrices produzidas pelos "evangélicos" sem evangelho de hoje. Nessa estrada da idiotice, da imbecilização vem: Baby do "brasil" (o Brasil não merece...) e sua "teologia" retardada, fruto de uma gente fracassada na mídia, mas que adentra os quintais "evangélicos" para tentar resgatar os anos de "glória", mesmo que para isso precise usurpar a glória de Deus. Isso sem falar nos tais "após(tolos)" que, movidos pelo surto do poder acham pouco ser pastor...

A falta de inteligência me agride. Como diz meu mentor, pastor Enoque Vieira: "Para ser cristão você não precisa de atestado de burrice, tirar diploma de idiotice e cometer um suicídio intelectual". Como o povo suporta tamanha mediocridade? A aceleração da patifaria está chegando a níveis alarmantes. Abrir igreja virou sinônimo de libertar o pior da criatividade adormecida. É simplesmente ridículo o que se faz em nome de Deus nas igrejas de hoje.


"Meu coração dói!" É isso que Deus está dizendo agora: "Meu coração dói!" Olhar para a igreja, um projeto espetacular, uma agência de transformação histórica, capaz de alterar profundamente os rumos de uma vida, e enxergar toda essa banalização, esse desrespeito, essa podridão. Isso tudo fere absurdamente o coração do Pai.

Não nos esqueçamos de que, em Deus só existem duas alternativas: ou nos envolvemos com o Salvador, ou com o Juiz! Ele é Amor, mas também é Justiça! Ele é carinho, mas também é Santo! Sua santidade exige respeito, reverência, verdade! Deus é Pai, e nessa condição corrige seus filhos. Aguardem: chegará o dia em que Deus julgará toda essa orgia comportamental que é feita em seu nome.

Assim diz o Senhor - o Santo!"

Fonte: Blog do prof. Alan Brizotti

terça-feira, 4 de maio de 2010

Carta aberta aos subversivos de Jesus

"Queridos amigos de indignação, paz!


Robinson Cavalcanti escreveu: "Um mundo novo é possível; uma igreja nova é imprescindível". Eis a ânsia que nos une. Resolvi escrever essa carta (e não a velocidade impessoal do e-mail e seu internetês) porque cartas despertam aquela nostalgia deliciosamente clássica que parece ter sumido dos nossos dias, também porque precisamos cada vez mais estarmos juntos. Nossa força vem do nosso abraço. Nossa unidade é o megafone que potencializa nosso grito.

Algumas pessoas insistem em questionar nosso criticismo (ao invés de questionar seu alvo), então respondo: criticamos não porque vivemos encarcerados numa espiritualidade azeda (ainda que alguns de nós assim estejam), mas porque somos parte do corpo (I Co. 12. 12-27), e o que dói no corpo afeta nossa alma. Criticamos porque não conseguimos olhar para o ambiente eclesiástico com uma irresponsabilidade tatuada de piedade e tolerância, mas sim com a inquietação aprendida do olhar de Jesus: "Vendo ele as multidões"; em Jesus, o olhar constrói.

Tenho percebido que nossas críticas produzem algumas feridas. Contudo, se Jesus Cristo é o "médico dos médicos", então, o melhor que temos a oferecer são justamente nossas feridas, principalmente quando são geradas pela adocicada fúria do amor: "Fiéis são as feridas feitas pelo que ama, mas os beijos do que odeia são enganosos" (Pv. 27. 6). Nossas feridas não matam, aliás, nem mesmo são feridas, são apenas paradoxos benditos: machucam para sarar.

Ouso fazer um apelo: amigos subversivos, jamais nos esqueçamos da essência da nossa subversão: a centralidade de Cristo acima das ideologias (II Co. 10. 5), a santidade de Deus (Is. 6. 1-7), a prática da oração (I Ts. 5. 17), a meditação nas Escrituras (Sl. 119. 101-106), o cuidado no discipulado que forma o caráter (II Tm. 2) e a afirmação da Cruz de Cristo (I Co. 1. 18). Esse é o nosso baluarte! Essa é a nossa gloriosa herança!


Por favor, meus amigos de gemido, nossa causa é a mais nobre de todas as causas: a luta pela regeneração da igreja! Não se trata de arrogância intelectualóide, mas de temor e tremor. Apenas captamos o chamado do Espírito e adestramos nossas fúrias, canalizando-as para a defesa fiel dos valores do Reino.


Aos empresários da fé, paipóstolos, malandros de púlpito, vagabundos da celestialidade bandida, um aviso: não vamos parar! O que nos une é a certeza feliz de que sempre tem alguém ouvindo e respondendo ao nosso grito!


Por uma igreja verdadeiramente Igreja..."
 
fonte: Genizah

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O Santo Agostinho dentro de nós

"Tinha dentro de mim uma fome de alimento interior - fome de Ti, ó meu Deus. Mas, não sentia essa fome, porque não me apeteciam os alimentos incorruptíveis, não por estar saciado, mas porque, quanto mais vazio, mais enfastiado eu me sentia."

Desde o ano passado estive lendo com uma certa vagarosidade o livro "Confissões" de Santo Agostinho e não posso negar que lê-lo traz uma calma imensa ao coração. Ele é grande, pesadinho e devagar. Deveria existir leitura diaria dele como se tem da Bíblia. Porém, cada vez que se lê e vê o crescimento, o amadurecimento, os erros e os sentimentos abundantes nele (a culpa, a dúvida, o amor, a extrema dor entre outros) é impossível não ter uma visão mais doce sobre Agostinho. D A humanidade do Santo Agostinho é admirável. Ele descreve sobre temas variados como tristeza, felicidade, Deus, arte, compreensão do mundo e isso o torna  uma fonte inesgotável de sabedoria. eixarei então aqui, algumas marcações que eu fiz nesse livro que eu achei na Saraiva (não é fácil achar livro assim na Saraiva HAHA).


"Os carinhos dos voluptuosos bucam a reciprocidade do amor, mas nada é mais acariciante do que Tua caridade, e nada mais salutar para ser amado, que a tua verdade, a mais bela e resplandecente de todas as coisas.
A curiosidade quer aparentar interesse pela ciência mas só Tu conheces plenamente tudo.
Até a ignorância e insipiência cobrem-se com o manto da simplicidade e da inocência, mas nada é mais simples, nada é mais inocente que Tu. As próprias obras é que prejudicam os malvados.(...)

A luxúria quer ser chamada de saciedade e abundância, mas , só Tu és plenitude, tu és a fonte da cuavidade enxaurível e incorruptível."


"E como a compaixão está sempre acompanhada de sofrimento, não seria por essa razão que apreciamos os sofrimentos?"


"Verdade, verdade! Já então, suspirava por Ti do mais íntimo do meu ser, enquanto eles faziam ouvir o teu nome tantas vezes e de várias maneiras, mas apenas com os lábios através de numerosos e pesados volumes!"


"Eram-me apresentadas fantasias brilhantes; teria sido melhor amar o próprio Sol, verdadeiro ao menos para os olhos, em lugar daquelas falsidades destinadas a enganar a inteligência através dos olhos. Alimentava-me, no entanto, de tais manjares, porque julgava que eras Tu, mas na realidade não o fazia com grande avidez, porque não tinha autêntico sabor; e longe de me nutrirem, me debilitavam cada vez mais. A comida em sonho é muito semelhante á comida real, mas os que soinhoam não se alimentam, porque dormem."


"Que loucura não saber amar os homems como eles são! Todo de quem não sabe suportar a condição humana. Assim era meus sentimentos de então,  e por isso me inquietava, gemia, chorava e me agitava, sem encontrar paz, sem saber o que fazer. Trazia a alma despedaçada,a escorrer sangue, qual fardo importuno do qual não sabia descartar-me. Não encontrava paz nos bosques amenos, nem nos jogos e cânticos, nem nos jardins perfumados, nem nos banquetes faustosos, nem nos prazeres do amor e tampouco nos livros e na poesia. Tudo era insuportável, até a luz do dia. Tudo que não era ele, era triste e odioso, exceto os gemidos e as lágrimas, pois somente nisso eu encontrava um pouco de paz. Quando me privavam desse alívio, minha alma era oprimida ao peso de grande angústia. Senhor, eu sabia que a Ti deveria erguê-la, para que ficasse curada, mas não o queria nem podia, tanto mais que, ao pensar em Ti, não me aparecias como algo real e consistente. Não eras Tu. O meu deus era um fantasma irreal, era meu erro. Se aí tentava pousar a alma para descansar, deslizava pelo vácuo e caía sobre mim, continuando eu a ser um foco de infelicidade para mim mesmo, onde não podia permanecer e de onde não podia fugir. paar onde o coração me fugiria de si mesmo? para onde fugiria de mim mesmo? Para onde eu não me seguiria?"